História Única.
Se combate
Com Amefricanidade
E o Casco duro
Da epistemologia não universal
Não deve ser Reforço das estruturas
Disse: é português/francês
Mas se esqueceram
Que nós, os pretos não podíamos contar nossa história
Tira a Câmara de reforço, é preciso descontruir o mito
De onde vem o feijão preto?
Os Guisados dos Feijões e carnes tá lá, na América
Foi o trânsito da Diáspora
É améfrica
É Lélia Gonzales
É Southern West Balck Eye
É a semelhança na Cachoupa
É o corpo racializado que materializa o feijão preto, a farinha, os guisados
A base é da Diaspórica

“Mas branco sempre vai enaltecer
Sempre dará protagonismo ao
Colonizador” Jéssica B.

Os Quilombos, os terreiros
A oralidade também é agente
A construção se deu em solo Americano
É pertença, pertencimento, é Diáspora Atlântica.
O corpo é território.
Aprende-se em história a inventariar
Arqueologia do saber, “os sabores foram dado por mãos pretas”.
É América, é Diáspora.
Querem embranquecer
O que preto se fez.
Por que aqui, é assim:
Se é de preto e branco gosta
Ele diz que é branco.
Mas o feijão é americano.
Quem manejou para dentro da
Culinária, foi o/a preto/a.


Sara Araújo (Salvador, Bahia) tem 46 anos, é bacharel em Direito, licenciada em Ciências Sociais, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica, Analista Jurídica da Defensoria Pública do Estado do Paraná. É palestrante, sommelière de cervejas, ganhadora  do Prêmio Zumbi dos Palmares (2017) pela Câmara de Vereadores de Bauru (SP), integrante da Comissão Étnico Racial Lélia Gonzáles da Associação dos servidores/as da Defensoria Pública do Estado do Paraná, colaboradora do NUDEM – Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, do GT de Racialidae da Defensoria Pública do Paraná, do GT de Diversidade da ABRACERVA e integrante do coletivo Expressão Poética desde 1999. Coautora das seguintes obras: Poetas Virtuais (2000) Poêmico – Poesia em tempos pandêmicos (2021) Mãe Pretas – Maternidade Solo e Dororidade (2021) Expressinho Poético (2022) e Quando o Racismo bate à porta (2023). É colunista da Revista Philos e você pode encontrar-la nos perfis @araujojsara e @literaturanobar no instagram!

A obra que acompanha o poema é de autoria de NEGROSOOUSA, Benáa (2021).

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